Oscar, Deus banhado a ouro, símbolo de glória
numa terra profana. Um Deus criado para louvar
talentos, exaltar vaidades de alguns escolhidos
nas artes relacionadas ao mundo do cinema.
Um Deus surgido numa terra distante, numa época
remota, quando as distâncias eram maiores. Distâncias
encurtadas pela tecnologia atual, quando tudo ficou
tão próximo.
E esse Deus de ouro continuou cultuado até a
atualidade de nossos dias. Deus de uma terra
politeísta, terra de vários deuses cultuados por
legiões de seguidores, fãs: Chaplin, Garbo,
Valentino, Crawford, Gable, Garland, Hayworth,
Taylor Monroe, Hepburn, Mcqueen.
Essa terra politeísta foi retratada, em seus primórdios,
em uma grande produção cinematográfica. A reconstui-
ção de uma cidade distante em um tempo distante, a
profana Babilônia, na terra do faz de conta deu um
estilo ao que seria o padrão hollywoodiano de ser:
exótico, exuberante e grandioso.

Esplendor e glória para as telas dos cinemas mundo
afora, mostrando o poder das imagens, criando legiões
de seguidores e cultuadores.
E nessa terra de profana do faz de conta, tudo se desfaz,
o cenário se desmonta, eternizando apenas as imagens,
as lendas e suas eternas estrelas.
O Deus de ouro tomou a sua forma através da
imaginação criativa art deco do venerável
Cedric Gibbons.
E o Deus de ouro sobreviveu aos tempos, aumentando
ainda mais o seu poder nos dias de hoje, adorado
venerado, ganhou o seu próprio templo.
E o venerável estilo da Hollywood babilônica foi
resgatado e reintroduzido na Hollywood moderna
no templo do Deus de ouro



Em sua festa anual, adoradores do mundo inteiro
se curvam perante a divindade do Oscar. Em
suntuosa cerimônia, numa noite de alguns
escolhidos, agraciados com o poder e fama,
emanados pelo Deus Oscar, serão divinos por
um bom tempo.
Danian Dare










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